A lanterna das memórias perdidas
Se você tivesse de escolher, qual seria a fotografia da sua vida?
Esta é a história de Hirasaka e do peculiar estúdio fotográfico onde trabalha, um local que é um ponto de transição entre a vida e a morte.
Os «visitantes» de Hirasaka acordam no estúdio, onde são recebidos com uma chávena de chá, a par de uma novidade inesperada: acabaram de falecer. Antes de partirem para o Céu, terão de cumprir uma última tarefa: selecionar, de entre uma pilha de fotografias – testemunhos de toda a sua existência –, uma por cada ano de vida. Para além disso, têm a possibilidade de viajar no tempo, na companhia de Hirasaka, para capturar uma nova fotografia da memória mais especial, aquela que mais os marcou.
No fim, o visitante assistiu ao filme de sua vida, projetado por uma lanterna rotativa, cuidadosamente montada por Hirasaka.
Complete-se assim o ciclo, antes da passagem em definitivo para a eternidade.
Um romance elegante e comovente, que nos traz à memória histórias marcantes como A vida é bela ou After Life. Com a simplicidade dos mestres, Sanaka Hiiragi nos oferece uma narrativa inspirada, que nos leva a questionar o que é realmente importante na vida.
✨ A Lanterna das Memórias Perdidas — quando as fotografias guardam a alma
Há livros que se leem. E há livros que se sentem como uma chávena de chá quente num dia cinzento.
A Lanterna das Memórias Perdidas, da autora japonesa Sanaka Hiiragi, pertence exatamente a essa segunda categoria.
Neste romance delicado e profundamente humano, conhecemos Hirasaka, funcionário de um misterioso estúdio fotográfico situado entre a vida e a morte. As pessoas que chegam ali descobrem, com surpresa, que já morreram. Antes de seguirem para a eternidade, recebem uma missão singular: escolher uma fotografia por cada ano da sua vida e revisitar a memória que mais marcou o seu coração.
Ao longo das páginas, o livro transforma pequenas memórias em verdadeiros tesouros. Cada personagem carrega arrependimentos, afetos, silêncios e momentos que pareciam insignificantes… mas que afinal eram o centro da sua existência. A narrativa é simples, quase etérea, mas consegue tocar temas profundos como a perda, o amor, o perdão e aquilo que realmente permanece depois de partirmos.
A escrita de Hiiragi lembra aquelas histórias japonesas que abraçam o leitor devagarinho — poéticas, sensíveis e cheias de contemplação. É impossível não terminar o livro a pensar: se tivesse de escolher a fotografia da minha vida… qual seria?
Perfeito para leitores que apreciam romances emocionais e intimistas, na linha de After Life ou A Vida é Bela, este livro é uma pequena lanterna acesa no meio das memórias que julgávamos esquecidas. 📖✨


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